terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Dia 83 - Arredondando o topo dos trastes

Depois do nivelamento, retomaremos a curvatura dos trastes. O objetivo é que a nota digitada apoie bem no centro, garantindo a melhor entonação possível.


Seguindo como o primeiro.

Com um pequeno pedaço de lixa nº 400 - última gramatura do processo anterior -, trabalhamos pelas laterais, evitando de encostar na área já equiparada.


Polegar esfregando.

Fatalmente, pegamos um pouco na escala, mas o isolamento com fita crepe assegura que não haverá problemas.


Segurando a onda.

Com todos lixados, vamos para a Dremel que, com um disco de borracha, melhora as curvas.


Mão apoiada na escala para melhor controle.

A última etapa de acabamento é com uma lixa nº 1200 recortada em quadradinhos.


Dois trastes para cada.

Retiramos a fita crepe da escala, com cuidado para não danificar a pintura, ...


Brilhantes.

e passamos uma flanela com óleo de peroba em toda a escala: pronto.


Quanta formosura!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Dia 82 - Pintura e nivelamento dos trastes

O blog volta, digamos, mais colorido.


Corpo.

Depois do período de festas, a pintura do instrumento em verde escuro sparkle foi realizada pela Music Kolor, em Santo André/SP.


Braço.

Algumas imagens fornecidas pela empresa mostram a evolução. Inicialmente, foi aplicada uma camada prateada, onde já é possível ver o glitter, que ficou discreto.


Já estava ficando bonita.

A tinta transparente na cor desejada conclui esta obra de arte.


Obrigado, MK!

Prosseguimos rumo aos últimos capítulos, hoje, nivelando os trastes. Mesmo sendo novos, é necessário deixá-los com as alturas equiparadas, o que favorecerá uma boa tocabilidade. Começamos isolando a escala com fita crepe.


Madeira protegida.

Deixamos o braço perfeitamente reto ajustando o tensor, que foi instalado no dia 7bem no início da construção.


Allen na bala.

Com tudo preparado, começamos a lixar com uma nº 120 apoiada em um taco.


Fase primeira.

Logo começamos a deixar os topos dos trastes retos.


Chapadões.

Com uma régua de aço, conferimos a uniformidade observando se todos encostam. Estando assim, progredimos com as lixas nº 220 e 400.


Sempre removendo as marcas da gramatura anterior.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Dia 81 - Acabamento final do corpo e do braço

Basicamente, o que tem de ser feito nas laterais do corpo é retirar o máximo possível da cola escorrida na instalação do friso.


Apoiando num cilindro de madeira.

Atacamos os pontos necessários também com a folha nos dedos.


Madeira manchada, mas sem desnível.

Concluída a primeira rodada, aumentamos a gramatura da lixa. A nº 120, cuida mais das curvas de conforto...


Antes de polegar e indicador agirem.

... e, com um toco reto, do tróculo e da mão do instrumento, que são planos.


Diferença brutal na limpeza!

Algumas partes ainda aparentam poucas imperfeições, como a ponta do headstock, mas que serão encobertas com a pintura.


Sem crise.

O último estágio é com a nº 220. Em especial, na parte de trás do braço.


Assim como uma bela geral no todo.

Lixagem terminada. Fazendo uma inspeção do trabalho, observamos que o vão da cavidade do primeiro inlay ainda precisa de preenchimento. Como se trata de um detalhe, não faremos com a massa F.12 (dia 43), mas apenas com uma gota de Super Bonder. Depois de secar, passamos uma lâmina de estilete nesta casa e, depois, em toda a escala.


Ação.

Assim, fechamos 2016 com chave de ouro: guitarra pronta para ser pintada!

Nunca mais a veremos deste jeito.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Dia 80 - Curvas de conforto e acabamento final do corpo

Limaremos mais um pouco até termos belas curvas de conforto. De um lado...


Antes e depois, em baixo.

e de outro.


Ordem e progresso, na parte superior.

Também limaremos, com uma ferramenta menor, quebrando as quinas ao redor da parte traseira.


De leve.

Fica assim depois do acabamento com uma lixa nº 80 apoiada num pequeno toco:


Bonitão!

Antes da próxima fase, faremos um pequeno enxerto em uma marca que apareceu no corpo, como feito no headstock no dia 42.


Pintura sólida deve cobrir a imperfeição.

Finalmente, chegamos à ultima etapa antes da pintura desta guitarra: acabamento geral!


Lixa d'água no toco: um clássico do blog.

Começamos com uma lixa nº 80 na frente...


Branquelo!

... e no verso do corpo.


Aqui foi mais fácil.

Faltam as laterais.


Tá quase!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Dia 79 - Cavidade do jack

Depois de serrar, delimitamos o que será lixado na sequência...


Cyclops.

... pela microrretífica com o rolete certo.


Dremel e sua obra.

Precisamos que a moldura com os jacks fixos passem pela frente.


Ainda muito justo.

Para saber o quanto ainda podemos gastar, transferimos o contorno do plate para a madeira.


Testando.

Alargamos mais um pouco e resolvemos o problema.


Com boa folga.

As curvas de conforto atrás do corpo são o próximo desafio. Mais uma vez, nos baseamos em fotos do instrumento original para ter uma ideia. Copiamos o mesmo desenho nas laterais em cima e embaixo.


Up and down.

Na maior parte, curvaremos com uma lima reta, ...


Inicialmente, chanfrando.

e, na curva negativa ao canto, com uma meia-cana.


Não pegando onde não deve.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Dia 78 - Cavidade do jack

Para fazer o canal por onde passarão os fios os captadores, usaremos o mesmo procedimento das outras cavidades.

Abre-te!

Melhoramos o desenho do caminho mais longo e estiletamos os dois. Vamos à bancada.

Pronta para atacar.

Rebaixamos aos poucos, aproximando até a metade da profundidade das cavidades menores.

Canalizado.

Para completar o que falta da parte elétrica, agora, o espaço dos jacks.

Moldura dupla.

Com base em fotos da guitarra original, acertamos a posição. Na região definida, localizamos o centro desconsiderando o friso e traçamos de acordo com o molde.

Mexicanos andando de bicicleta?

Marcamos com uma ponteira de metal e furamos.

Largando o celular rapidinho, pra poder segurar o corpo contra a mesa!

Ligaremos os pontos.

Serrando.