terça-feira, 21 de março de 2017

Dia 86 - Instalando as outras tarraxas e moldando o nut

Colocaremos a outra metade das tarraxas.


Testando o espaçamento.

Assim como os furos das outras, alargaremos um pouco. Desta vez, direto com a furadeira.


Broca de 6,5mm.

Precisamos que as hastes cheguem até seu espaço.


No canal.

Agora, podemos repetir o mesmo procedimento da semana passada. Posicionamos as caixas, marcamos com a ponteira o lugar dos parafusos e cavamos com a Dremel.


Tudo aberto.

Em um dos lados, os furos à esquerda tiveram que ser menores, pois estão bem direcionados às hastes de outras tarraxas.


Entrada limitada.

Fácil de resolver. Medimos o que pode ser removido e cortamos 4mm dos parafusos com um alicate.


Antes e depois.

Só falta parafusar.


Foto que justifica muito bem o título do blog.

Começaremos a fazer o nut por onde passarão as 12 cordas da guitarra. Antes, removemos um pouco da tinta do headstock bem embaixo de onde deve ser posto.


Em prol da sonoridade, diz o professor.

Pegamos um pedaço de osso, ...


Medindo e marcando.

... cortamos, ...


Serrando.

... lixamos, ...


Lixadeira em ação.

até ficar assim.


Pestana moldada.

Com um pouco de Super Bonder, colamos a peça.


Quase pronto.

terça-feira, 14 de março de 2017

Dia 85 - Instalando as 6 primeiras tarraxas

Rebaixamos todos os apoios internos, iniciando na furadeira de bancada e completando com a Dremel.


Malditos esbranquiçados!

As buchas já quase entram. Para firmá-las no lugar certo, usamos o apoio de metal e martelamos em cima.


Começo, meio e fim.

Com elas posicionadas, podemos fazer os furos de fixação das caixas. Usamos a ponteira de metal e marcamos os alvos.


Outro lado.

Para saber o quanto podemos adentrar, medimos com o parafuso da tarraxa alinhado à broca e, com fica crepe, delimitamos.


Diâmetro um pouco mais fino que o do parafuso.

Passamos a microrretífica e notamos que o furo pode ser maior. Trocamos a broca por uma ligeiramente mais larga e completamos o trabalho.


Novos furos.

Agora, só parafusar as 6 primeiras tarraxas. Eis como ficou atrás...


Toda brilhosa!

e na frente.

Metade no lugar.

terça-feira, 7 de março de 2017

Dia 84 - Alargando os furos das tarraxas

Começaremos a instalação das tarraxas.

Haste do lado errado, mas só na foto.

A pintura do braço, naturalmente, engrossou a madeira. Por conta disso, não temos o espaçamento necessário nos canais para deixá-las junto ao headstock.

Distantes, digamos.

Para melhorar a situação, recorremos ao alargador cônico.

Rodando.

Por enquanto, apenas na entrada das tarraxas por trás do braço.

Ok.

Precisamos também ajustar a entrada das buchas de fixação do outro lado, mas com a boa e velha Dremel, preparada para lixar.

Difícil segurar o braço com uma mão e bater a foto com a outra.

Com elas prestes a encaixar, usamos um cilindro de apoio fornecido no jogo de tarraxas por cima da bucha e martelamos no lugar. Neste momento, encontramos um problema. Com a caixa posicionada, o furo por onde passará a corda na haste da tarracha não aparece por completo. No dia 20, nossas medições ficaram bem em cima, mas ficamos limitados por conta do tamanho da caixa. Assim, não nos resta outra opção, a não ser rebaixar mais o apoio interno.

Na furadeira de bancada.

Resolvemos esta questão, mas, agora, aparece um pouco da madeira sem tinta.

A resolver.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Dia 83 - Arredondando o topo dos trastes

Depois do nivelamento, retomaremos a curvatura dos trastes. O objetivo é que a nota digitada apoie bem no centro, garantindo a melhor entonação possível.


Seguindo como o primeiro.

Com um pequeno pedaço de lixa nº 400 - última gramatura do processo anterior -, trabalhamos pelas laterais, evitando de encostar na área já equiparada.


Polegar esfregando.

Fatalmente, pegamos um pouco na escala, mas o isolamento com fita crepe assegura que não haverá problemas.


Segurando a onda.

Com todos lixados, vamos para a Dremel que, com um disco de borracha, melhora as curvas.


Mão apoiada na escala para melhor controle.

A última etapa de acabamento é com uma lixa nº 1200 recortada em quadradinhos.


Dois trastes para cada.

Retiramos a fita crepe da escala, com cuidado para não danificar a pintura, ...


Brilhantes.

e passamos uma flanela com óleo de peroba em toda a escala: pronto.


Quanta formosura!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Dia 82 - Pintura e nivelamento dos trastes

O blog volta, digamos, mais colorido.


Corpo.

Depois do período de festas, a pintura do instrumento em verde escuro sparkle foi realizada pela Music Kolor, em Santo André/SP.


Braço.

Algumas imagens fornecidas pela empresa mostram a evolução. Inicialmente, foi aplicada uma camada prateada, onde já é possível ver o glitter, que ficou discreto.


Já estava ficando bonita.

A tinta transparente na cor desejada conclui esta obra de arte.


Obrigado, MK!

Prosseguimos rumo aos últimos capítulos, hoje, nivelando os trastes. Mesmo sendo novos, é necessário deixá-los com as alturas equiparadas, o que favorecerá uma boa tocabilidade. Começamos isolando a escala com fita crepe.


Madeira protegida.

Deixamos o braço perfeitamente reto ajustando o tensor, que foi instalado no dia 7bem no início da construção.


Allen na bala.

Com tudo preparado, começamos a lixar com uma nº 120 apoiada em um taco.


Fase primeira.

Logo começamos a deixar os topos dos trastes retos.


Chapadões.

Com uma régua de aço, conferimos a uniformidade observando se todos encostam. Estando assim, progredimos com as lixas nº 220 e 400.


Sempre removendo as marcas da gramatura anterior.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Dia 81 - Acabamento final do corpo e do braço

Basicamente, o que tem de ser feito nas laterais do corpo é retirar o máximo possível da cola escorrida na instalação do friso.


Apoiando num cilindro de madeira.

Atacamos os pontos necessários também com a folha nos dedos.


Madeira manchada, mas sem desnível.

Concluída a primeira rodada, aumentamos a gramatura da lixa. A nº 120, cuida mais das curvas de conforto...


Antes de polegar e indicador agirem.

... e, com um toco reto, do tróculo e da mão do instrumento, que são planos.


Diferença brutal na limpeza!

Algumas partes ainda aparentam poucas imperfeições, como a ponta do headstock, mas que serão encobertas com a pintura.


Sem crise.

O último estágio é com a nº 220. Em especial, na parte de trás do braço.


Assim como uma bela geral no todo.

Lixagem terminada. Fazendo uma inspeção do trabalho, observamos que o vão da cavidade do primeiro inlay ainda precisa de preenchimento. Como se trata de um detalhe, não faremos com a massa F.12 (dia 43), mas apenas com uma gota de Super Bonder. Depois de secar, passamos uma lâmina de estilete nesta casa e, depois, em toda a escala.


Ação.

Assim, fechamos 2016 com chave de ouro: guitarra pronta para ser pintada!

Nunca mais a veremos deste jeito.